Imagem capa - A Importância de Procurar a Escola do meu Filho, ainda na Gestação. por Marcos Paulo Kahali
Gestante

A Importância de Procurar a Escola do meu Filho, ainda na Gestação.

Olá queridos!  Hoje vou apresentar a conversa que tive com a diretora das escolas Little Kids e Espaço da Criança (onde meus gêmeos estudaram até os 5 anos) aqui em Curitiba. Conversamos sobre umas das coisas que é a dor inicial e o motivo de insegurança de muitos pais. (eu também passei por isso com a minha esposa): Em que escola eu vou por meu filho? Será que ele vai ser bem atendido, bem cuidado? 

No final da postagem, você poderá assistir ao video, clicando no link indicado.

Espero que aproveitem as informações.


Quais os pontos que eu devo ter como base, ao fazer a escolha da melhor escola para meu filho?

Kelly:Esse conceito de melhor escola é construído na relação que começa com o apertar da campainha da escola. Essas dúvidas a maioria das famílias tem. Eu ja tenho 20 anos de experiência com educação infantil, e neste tempo de convívio com as famílias eu percebo que o grande ponto é: Será que meu filho vai voltar bem? Será que ele vai estar feliz? Será que alguém vai poder substituir o meu trabalho, o meu amor, a minha atenção da mesma maneira? E essa resposta não existe pronta. Ela é fruto desse vinculo (escola + família). E esse vinculo é criado através do primeiro ponto que a gente sente-se bem ao entrar na escola. A família tem que se sentir acolhida.


Quando eu devo começar a buscar uma escola para o meu filho?

Kelly: Na realidade, no Brasil, você tem que entregar um bebê muito indefeso para a escola, para prestar este tipo de serviço. 

Marcos: E é isso que gera o medo né?

Kelly: Exatamente. E é um medo pertinente. Se você pensar que um bebê pode se afogar com qualquer coisa, que ele pode estar dormindo e acabar caindo, que pode vir uma outra criança e acabar fazendo algo que prejudique este bebê. Então, se você pensar, eu diria que é uma das decisões mais difíceis que a pessoa tem que tomar. Então, para escolher uma escola você deve primeiro: excluir todas as possibilidades familiares. Puxa, será que tem alguém da família que vai poder me ajudar nesta transição? Se eu não tenho niguém que possa fazer isto, então eu vou procurar este serviço nas instituições a disposição. E esta busca tem que ser com antecedência, não deixar para ver no último momento, pois você já está ansioso, já esta com aquela preocupação do retorno ao trabalho. E isso gera mais ansiedade na mãe, o que pode atrapalhar bastante. Porque, se ela deixar para ver no momento que ela tiver que trazer a criança para a escola, ela não vai conseguir vaga na escola que ela mais gostar. O ideal é que, durante a gravidez ela já faça esse trabalho. Começa a visitar as escolas com a criança na barriga, pois aonde ela for, a criança vai estar junto. Ela ainda não vai ter que ser preocupar com comidinha, criança chorando, etc. Então, engravidou, passou as primeiras fases, aqueles primeiros 4 meses, já da para começar a visitar as escolas que tem berçário. Sao poucas as escolas que tem este serviço. Para você ter uma ideia, para você atender um bebê de 4 meses, você precisa ter 5 bebês para cada profissional. Tem escolas que trabalham com 3 bebês por profissional. Então tudo isso vai determinar a qualidade do trabalho oferecido.




Horários flexíveis de atendimento. 

Kelly comenta no video sobre as perguntas que a gente deve fazer num primeiro momento: A escola tem que ter um horário mais extendido que o do seu trabalho, e essa escola deve ser  próxima ao seu trabalho, preferencialmente. Tudo isso deve ser levando em consideração, para que se possa evitar problemas como ficar com a criança dentro do carro por muito tempo, caso haja um engarrafamento. Ou ainda, ter que sair mais tarde do trabalho, e ter a garantia que a escola tenha um horário mais extendido de permanência,  para que você possa buscar seu filho.


Cuidados com alimentação na escola também é um ponto a ser levado em consideração.

Hoje existe uma preocupação muito grande, vinda tanto dos pais quanto da própria escola, que é garantir alimentos de boa origem, de uma qualidade confiável, a um custo justo. Além disso, Kelly comenta da ajuda e das informações que muitas vezes são buscadas com pediatras e profissionais envolvidos na área. Ela aponta que a escola deve ter refeições balanceadas, e deve ter um profissional (nutricionista) que  cuide dessas refeições. 

Kelly: A família ter acesso à cozinha da escola é fundamental, para saber como essa escola armazena esses produtos, da onde vem esses produtos, se estão dentro da validade.

 

Proposta pedagógica.

Segundo Kelly, cada escola tem a liberdade para determinar qual linha pedagógica irá adotar. Cabe então a cada família se familiarizar com a maneira que a escola trabalha.

Kelly: É importante a família buscar com a direção da escola, quais são os valores e os princípios que regem esta escola. É questão de perfil, de acreditar naquele tipo de educação. A escola tem que estar em alinhamento com a família.  A gente não pode pensar diferente em nenhum momento. 

Muitas famílias não tem essa dúvida, não procuram a escola pensando no que é a proposta pedagógica. Não por desinteresse ou por falta de informação. Simplesmente porque é um assunto que a pessoa não se da conta do quão importante é para o futuro do seu filho.

Kelly ainda destaca que é importante a família ter uma certa liberdade para visitar as escolas em momentos diferentes, para poder perceber se tudo aqui dito no momento da contratação, condiz com o que as crianças estão vivenciando no dia a dia.


Confiança e parceria entre família e escola é o ponto fundamental.

Kelly: O choro da criança pequena não significa sofrimento, não significa tristeza, não significa perda. É uma maneira de se comunicar. E a mãe é a peça fundamental para transmitir a segurança para a criança. E não é uma comunicação traduzida em palavras. É realmente aquietar o coração, respirar, e transferir essa responsabilidade para uma instituição que ela já fez uma triagem.

Segundo a diretora, o choro da criança de 4 meses, e até mesmo de crianças de 2 anos, não representa um sofrimento. É apenas a forma que a criança tem de se expressar, de dizer que ela ama a mamãe, e se separar naquele momento é difícil. E neste momento, a família deve transmitir segurança, e confiar na escola e nos profissionais que trabalham dentro daquela instituição.

Kelly ainda ressalta que uma adaptação com os pais presentes dentro da sala de aula não funciona, pois neste momento os educadores estão tentando justamente ganhar a confiança e o carinho daquela criança. A presença dos pais neste momento acabe atrapalhando este trabalho. 

Kelly: A criança sempre vai estar colocando na balança: quem eu conheço dessas duas, a professora ou a minha mãe? A professora tentando fazer uma atividade pedagógica, uma adaptação com a rotina da escola, e presença de pais em volta é muito difícil.


Ter tempo e paciência no período de adaptação.

Para Kelly, a adaptação é um atividade que merece atenção, e que deve ser feita com calma e tempo. Tentar deixar a criança por um período de tempo longo na escola, logo nos primeiros dias, pode causar uma sensação de ansiedade e abandono. 

Kelly: Não precisa ser necessariamente a mãe. Pode ser o pai, a avó, ou uma pessoa responsável pela criança, que faça esse ir e vir. Chorou um pouquinho mais, vamos embora. Ta difícil de controlar, não está se relacionando com as crianças, está pedindo muito pela mãe, então vai embora.


Ter boas referências sempre ajuda.

Como último ponto, Kelly comentou que sempre é bom buscar referências sobre os serviços prestados pela escola que está sendo levada em consideração. Ouvir dos pais que já tem filhos matriculados naquela escola, quais são suas impressões sobre o serviço prestado e sobre a estrutura da instituição podem ajuda na tomada da decisão.


Espero que o texto tenha ajudado a acalmar a angustia que este assunto muitas vezes causa. Como dito no início, segue o link para acompanhar a entrevista. https://youtu.be/zRf2xhsXp_g


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